
"Minhas Senhoras e Meus Senhores,
Na sequência das eleições de 11 de Outubro, estão hoje a tomar posse milhares de novos Autarcas.
Centenas de discursos estão hoje a ser proferidos por todos o País. Anunciando obras, e prometendo novas realizações.
Optei por não falar disso hoje. O que iremos realizar é o que está escrito no programa eleitoral.
Mais do que as obras, a grande marca distintiva da acção política são os valores e os princípios que dão força e consistência à acção executiva.
O bom governo, teorizado pelos autores clássicos e preconizado nos documentos fundadores das democracias contemporâneas, concilia a satisfação das necessidades materiais dos cidadãos com preocupações éticas que devem balizar o exercício dos poderes públicos.
Em qualquer patamar, o bom governo tem de respeitar os princípios de eficiência na gestão, rigor nas contas e independência perante os grupos de interesses. E não dispensar – antes pelo contrário – a procura do máximo denominador comum no processo de tomada de decisões. É assim em democracia.
O bom Governo age de forma transparente e fortalece os direitos da cidadania.
O contributo de todos é essencial para o progresso. É indispensável saber ouvir, antes de decidir. E todas as opiniões são válidas, quando na sua base está a vontade genuína de participar construtivamente no desenvolvimento de uma cidade, de uma região ou de um país.
Mesmo em maioria, a busca de consensos deve ser uma constante, como se de uma minoria se tratasse. (...)
Na sequência das eleições de 11 de Outubro, estão hoje a tomar posse milhares de novos Autarcas.
Centenas de discursos estão hoje a ser proferidos por todos o País. Anunciando obras, e prometendo novas realizações.
Optei por não falar disso hoje. O que iremos realizar é o que está escrito no programa eleitoral.
Mais do que as obras, a grande marca distintiva da acção política são os valores e os princípios que dão força e consistência à acção executiva.
O bom governo, teorizado pelos autores clássicos e preconizado nos documentos fundadores das democracias contemporâneas, concilia a satisfação das necessidades materiais dos cidadãos com preocupações éticas que devem balizar o exercício dos poderes públicos.
Em qualquer patamar, o bom governo tem de respeitar os princípios de eficiência na gestão, rigor nas contas e independência perante os grupos de interesses. E não dispensar – antes pelo contrário – a procura do máximo denominador comum no processo de tomada de decisões. É assim em democracia.
O bom Governo age de forma transparente e fortalece os direitos da cidadania.
O contributo de todos é essencial para o progresso. É indispensável saber ouvir, antes de decidir. E todas as opiniões são válidas, quando na sua base está a vontade genuína de participar construtivamente no desenvolvimento de uma cidade, de uma região ou de um país.
Mesmo em maioria, a busca de consensos deve ser uma constante, como se de uma minoria se tratasse. (...)
Encaro, como um bom prenúncio a forma civilizada como decorreu a campanha eleitoral, facto que antecipa também sinais muito positivos para todo o mandato.
Durante a campanha não houve ataques pessoais, as divergências foram debatidas com elevação e as propostas apresentadas com clareza.
Pela minha parte, enquanto candidato, tive a preocupação de não retirar vantagens do facto de ser Presidente da Câmara. Como era meu dever. Por isso, não houve inaugurações na vespera das eleições, mas nos dias seguintes. E também não houve a habitual distribuição do Boletim Municipal antes de 11 de Outubro (o nosso Feriado Municipal), mas sim na semana seguinte às eleições. E foi a seguir às eleições que iniciamos algumas obras importantes como a recuperação da Quinta dos Condes. E o habitual passeio dos idosos foi atrasado para só ocorrer depois das eleições.
É assim que se procede numa cidade civilizada e devemos ter orgulho nisso. É assim que se reforça a qualidade da democracia.(...)"
Durante a campanha não houve ataques pessoais, as divergências foram debatidas com elevação e as propostas apresentadas com clareza.
Pela minha parte, enquanto candidato, tive a preocupação de não retirar vantagens do facto de ser Presidente da Câmara. Como era meu dever. Por isso, não houve inaugurações na vespera das eleições, mas nos dias seguintes. E também não houve a habitual distribuição do Boletim Municipal antes de 11 de Outubro (o nosso Feriado Municipal), mas sim na semana seguinte às eleições. E foi a seguir às eleições que iniciamos algumas obras importantes como a recuperação da Quinta dos Condes. E o habitual passeio dos idosos foi atrasado para só ocorrer depois das eleições.
É assim que se procede numa cidade civilizada e devemos ter orgulho nisso. É assim que se reforça a qualidade da democracia.(...)"
Discurso de tomada de posse de Manuel Castro Almeida
Presidente da Câmara Municipal de São João da Madeira, 31/10/2009
OBS: O PSD voltou a ganhar as eleições em São João da Madeira com 55,95% dos votos. Elegeu 5 mandatos contra 2 do PS.
5 comentários:
UM BOM EXEMPLO DE DISCURSO!
MAS UM BOM EXEMPLO SÓ SE VÊ NA PRÁTICA E NO QUE RESPEITA AO ELOGIO DA CAMPANHA POR NÃO TER HAVIDO ATAQUES PESSOAIS, ENTÃO É CASO PARA DIZER OLHA PARA O QUE EU ADMIRO NÃO OLHES PARA O QUE FAÇO. SE O PROBLEMA NACIONAL SE RESOLVESSE COM BONS EXEMPLOS DESTES, ATREVO-ME A DIZER QUE NÃO HAVIA NENHUM PROBLEMA DE GOVERNAÇÃO, NACIONAL, AUTÁRQUICA OU QUALQUER OUTRA...
É realmente um bom exemplo. Gostei da referência aos autores clássicos. Considero importante para os políticos (e para todos, obviamente) a leitura de Platão, Moro, e mesmo Agostinho e Tomás de Aquino, e porque não o bracarense Orósio, além de muitos outros que teorizaram boas formas de governo.
"a busca de consensos deve ser uma constante" Castro Almeida.
Este discurso é de facto uma vergonha. O Sr. Coordenador reitera princípios e valores que na realidade não considera. Gosto de apontar um exemplo que não pode nem deve ser esquecido: Leiria.
A CPN não foi à procura de "consensos", ao invés impôs uma candidatura contra a Concelhia do Psd da Jsd e finalmente contra o Plenário. Como se não fosse bastante, largaram as intenções de "consensos" por parte dos Leirienses jovens e outros militantes do PSD. Castro Almeida nem para Administrador do Condomínio!
A Central de Camionagem de São João da Madeira localiza-se em frente à estação do comboio!
Caro Ricardo Rio...
Gostava de ser informado se os vereadores da oposição JPB irão estar representados na Câmara em algum gabinete para receber as pessoas diariamente ou semanalmente?
Não desistir!
Um abraço.
João Rebelo
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