terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Convite


5 comentários:

Anónimo disse...

Ó Ricardo, você gosta mesmo desta assinatura: o Presidente da Câmara, Mesquita Machado!

Ricardo Rio disse...

Até não. Mas há quem goste!
E agora até vai valer como relíquia...

EJ disse...

Esse carimbo já está muito velho, é preciso um novo...

Dario Silva disse...

Há morfes?
Há inaugurações como aquela do Parque Infantil inaugurado na sexta-feira antes das eleições mas que não cumpre alguns requisitos de segurança?

Exemplos?

- a areia não foi filtrada, aqui é um mar de pó, pelo menos no domigo era uma festa;
- o rappel para os miúdos passa por cima de pedras que a pressa não deixou remover. Quando lá cair um miúdo, "o seguro da CMB paga"?…
- Porque é que o portão de acesso à rua superior (da pastelaria Século XXI) está fechado? é para os moradores locais desceram com os carrinhos de bébé por uma rampa artesanal…?
- não vi em sítio nenhum as placas de lei identificando o proprietário e responsável pelo parque nem os números de socorro. Estarei a ver mal?
- Calhaus por tudo quanto é sítio (excepto no belíssimo relvado sintético!)

Diz o meu amigo, que mora na rua sobranceira, "na última semana trabalharam aqui dia e noite".

Espectáculo… degradante… da dignidade… democrática.

Só faltou mesmo uma estátua de MM, o Inauguracionista, o Benfeitor da Cidade.

Assino por baixo.

João A. disse...

Dr. Rio,
uso este espaço para dizer que estou a acabar de ler um livro genial, é a Utopia, de Tomás Morus (ou Thomas More, em inglês). Foi escrito no início do século XVI e é uma jóia do Humanismo europeu.
O livro narra uma conversa imaginária entre o autor e um viajante português chamado Rafael Hitlodeu. Hitlodeu descreve uma ilha imaginária chamada Utopia e que é um modelo perfeito de como o Homem se deve governar e viver em sociedade. É uma república em que tudo funciona bem e os utopienses são felizes. O povo participa activamente na política e elege os seus representantes; os representantes do povo são eleitos por um ano, findo o qual há nova eleição. Só o rei da Utopia é eleito para toda a vida mas mesmo assim pode ser destituído se pender para a tirania (tirania no sentido político do termo: poder absoluto).
Os assuntos de interesse público devem ser debatidos por todos os representantes do povo e se forem debatidos em privado visando interesses particulares de uma ou outra família ou pessoa está prevista a pena de morte para os infractores. Na Utopia todos têm livre acesso aos bens produzidos porque há distribuição equitativa da riqueza.
Acho que faria bem a Mesquita Machado ler este livro.
Recomendo a obra a todos porque é uma maravilha, além de ser muito actual. É daqueles livros que marcam o rumo da História. A par da "Peregrinação" de Fernão Mendes Pinto, que retrata de forma sublime e inigualável a condição humana, a Utopia é dos melhores livros que já li.
Tomás Morus, inglês, foi mandado decapitar pelo rei Henrique VIII por se recusar a trair a fé católica. Foi tornado santo em 1930, creio, e João Paulo II fê-lo padroeiro dos políticos.
Tomás Morus consegue a proeza de ser venerado por comunistas e católicos pois é considerado precursor da teoria marxista e ainda hoje o seu nome é ostentado na Praça Vermelha de Moscovo. Claro que a sua intenção não era a de criar o comunismo (pelo menos como o vemos hoje) mas a de mostrar que o Homem se deve governar com justiça, decência e visando o bem público.