
Na passada quarta-feira, reuni com dirigentes da Associação de Atletismo de Braga, tendo em vista recolher mais contributos para o delinear de intervenções futuras na política desportiva da Câmara Municipal de Braga.
Clubes de Atletismo sofrem com falta de apoios
Na ocasião, aproveitei para explanar, uma vez mais, os alvos prioritários da minha política desportiva para o Concelho. A aposta na formação, no ecletismo das modalidades e na qualidade das infra-estruturas foi registada com agrado pelos dirigentes da A.A.B., cujas críticas e anseios acolhi com alguma preocupação.
O presidente da Associação, Dr. Braga dos Anjos, frisou que o que reclama enquanto dirigente não são verbas para a sua Associação. Embora não enjeite contributos da sociedade civil e dos organismos públicos, a prioridade é o apoio à realização de eventos desportivos de referência, através da disponibilização de “infra-estruturas com qualidade, dignidade e adaptadas à realidade do atletismo”.
O estado confrangedor dos clubes de atletismo do concelho, apenas 3 – Sp. De Braga, Escola Mário Silva e Clube de Atletismo de Braga (em risco de fechar) – são motivo de pesar por parte da Associação, que lamenta que a crise económica tenha sido tão madrasta para este desporto.
Neste contexto foi sublinhada a importância do apoio financeiro por parte da autarquia, consubstanciando-se no pagamento das despesas de inscrições e seguros dos atletas da formação, o que, neste caso, estaria até facilitado pela inexistência de pagamento de uma tal quota (com excepção das provas da federação).
Aliás, a infeliz realidade de existirem pouco mais de 100 atletas do concelho (a grande maioria jovens), tornaria qualquer encargo uma gota de água no oceano de megalomanias da actual Gestão Municipal.
Clubes de Atletismo sofrem com falta de apoios
Na ocasião, aproveitei para explanar, uma vez mais, os alvos prioritários da minha política desportiva para o Concelho. A aposta na formação, no ecletismo das modalidades e na qualidade das infra-estruturas foi registada com agrado pelos dirigentes da A.A.B., cujas críticas e anseios acolhi com alguma preocupação.
O presidente da Associação, Dr. Braga dos Anjos, frisou que o que reclama enquanto dirigente não são verbas para a sua Associação. Embora não enjeite contributos da sociedade civil e dos organismos públicos, a prioridade é o apoio à realização de eventos desportivos de referência, através da disponibilização de “infra-estruturas com qualidade, dignidade e adaptadas à realidade do atletismo”.
O estado confrangedor dos clubes de atletismo do concelho, apenas 3 – Sp. De Braga, Escola Mário Silva e Clube de Atletismo de Braga (em risco de fechar) – são motivo de pesar por parte da Associação, que lamenta que a crise económica tenha sido tão madrasta para este desporto.
Neste contexto foi sublinhada a importância do apoio financeiro por parte da autarquia, consubstanciando-se no pagamento das despesas de inscrições e seguros dos atletas da formação, o que, neste caso, estaria até facilitado pela inexistência de pagamento de uma tal quota (com excepção das provas da federação).
Aliás, a infeliz realidade de existirem pouco mais de 100 atletas do concelho (a grande maioria jovens), tornaria qualquer encargo uma gota de água no oceano de megalomanias da actual Gestão Municipal.
Como se poderá imaginar, com os milhões de euros que se vão gastar numa necessária piscina olímpica transformada em mais uma obra de regime poder-se-iam certamente renovar equipamentos que há muito carecem de requalificação.
O definhar dos clubes da cidade deve-se também “às armas desiguais” que esgrimem contra outras colectividades de concelhos vizinhos, onde o apoio autárquico é uma realidade.
PEB é entrave ao desenvolvimento do atletismo
Lamentando a falta de condições do Parque de Exposições para receber provas de nível nacional e internacional, Braga dos Anjos, admitiu que o frio intenso no Inverno, as infiltrações useiras e vezeiras e a pouca abertura da estrutura administrativa do espaço têm condicionado a realização de vários eventos, bem como a prestação dos próprios atletas bracarenses.
Sendo, ainda assim, “melhor do que nada”, o dirigente não teve dúvidas em apontar a requalificação, ou mesmo a substituição do PEB por outro espaço, como condição decisiva para a restauração dos pergaminhos da modalidade.
À ineptidão do PEB, junta-se a falta de condições do Estádio 1.º de Maio, cujos equipamentos de atletismo se ficam a dever em exclusivo à A.A.B., já que a Autarquia teve apenas a preocupação de fazer a pista (nos inícios dos anos 90), esquecendo o devido apetrechamento técnico.
Também os balneário públicos do estádio não permitem o profissionalismo reclamado pelos atletas, que têm de transportar o seu equipamento para o recinto para não serem assaltados.
Os cuidados com a relva do campo de futebol têm ainda impedido a realização de provas como o lançamento do dardo, do martelo, disco e peso, que, sem as alternativas anteriormente existentes – o Campo das Camélias era o local onde disputavam – vêem-se empurradas para locais sem as mínimas condições.
Uma das queixas recorrentes das diversas agremiações desportivas do concelho repetiu-se pela boca da A.A.B. Considerando fundamental a elaboração de um regulamento de exploração dos espaços para prática desportiva da Autarquia.
Transportes Urbanos esqueceram os atletas
A juntar a todas estas dificuldades acresce o facto de os TUB terem acabado com uma das poucas medidas de apoio aos jovens atletas. “A isenção do pagamento da viagem entre a residência e o local de treinos, hoje inexistente, constituía uma louvável medida de apoio e fomento ao desporto, de reduzidos custos e inestimáveis ganhos societários”, pelo que me prontifiquei a pugnar junto da empresa municipal pela reintrodução desta medida.
Outro factor que tem vindo a impedir a realização de eventos de recorte nacional e distrital, nomeadamente de provas de corta-mato, é a falta de espaços verdes, lacuna que obrigou os responsáveis da associação a optarem por Guimarães para a sua concretização.
Finalmente foi destacado o papel do Desporto Escolar como viveiro imprescindível de atletas.
O definhar dos clubes da cidade deve-se também “às armas desiguais” que esgrimem contra outras colectividades de concelhos vizinhos, onde o apoio autárquico é uma realidade.
PEB é entrave ao desenvolvimento do atletismo
Lamentando a falta de condições do Parque de Exposições para receber provas de nível nacional e internacional, Braga dos Anjos, admitiu que o frio intenso no Inverno, as infiltrações useiras e vezeiras e a pouca abertura da estrutura administrativa do espaço têm condicionado a realização de vários eventos, bem como a prestação dos próprios atletas bracarenses.
Sendo, ainda assim, “melhor do que nada”, o dirigente não teve dúvidas em apontar a requalificação, ou mesmo a substituição do PEB por outro espaço, como condição decisiva para a restauração dos pergaminhos da modalidade.
À ineptidão do PEB, junta-se a falta de condições do Estádio 1.º de Maio, cujos equipamentos de atletismo se ficam a dever em exclusivo à A.A.B., já que a Autarquia teve apenas a preocupação de fazer a pista (nos inícios dos anos 90), esquecendo o devido apetrechamento técnico.
Também os balneário públicos do estádio não permitem o profissionalismo reclamado pelos atletas, que têm de transportar o seu equipamento para o recinto para não serem assaltados.
Os cuidados com a relva do campo de futebol têm ainda impedido a realização de provas como o lançamento do dardo, do martelo, disco e peso, que, sem as alternativas anteriormente existentes – o Campo das Camélias era o local onde disputavam – vêem-se empurradas para locais sem as mínimas condições.
Uma das queixas recorrentes das diversas agremiações desportivas do concelho repetiu-se pela boca da A.A.B. Considerando fundamental a elaboração de um regulamento de exploração dos espaços para prática desportiva da Autarquia.
Transportes Urbanos esqueceram os atletas
A juntar a todas estas dificuldades acresce o facto de os TUB terem acabado com uma das poucas medidas de apoio aos jovens atletas. “A isenção do pagamento da viagem entre a residência e o local de treinos, hoje inexistente, constituía uma louvável medida de apoio e fomento ao desporto, de reduzidos custos e inestimáveis ganhos societários”, pelo que me prontifiquei a pugnar junto da empresa municipal pela reintrodução desta medida.
Outro factor que tem vindo a impedir a realização de eventos de recorte nacional e distrital, nomeadamente de provas de corta-mato, é a falta de espaços verdes, lacuna que obrigou os responsáveis da associação a optarem por Guimarães para a sua concretização.
Finalmente foi destacado o papel do Desporto Escolar como viveiro imprescindível de atletas.
A este propósito, acredito que a Autarquia não se pode bastar com a transferência de competências administrativas do Ministério da Educação, devendo ocupar uma posição de destaque na promoção da prática desportiva, incentivando as parcerias com as diferentes federações e associações das diversas modalidades.
1 comentários:
A este propósito, e tomando por referência o comunicado da AAB entretanto emitido, reproduzo aqui, comentário que já consta de outro post.
E limitar-me-ia a dizer que há certas pessoas que, felizmente, em circunstância alguma "perdem a cara". Isto é, se ler o comunicado da AAB diz:
1) "Não quer ser envolvida em guerras partidárias". Muito bem.
2) "Não quer verbas para si, só para os clubes". Tal como consta da Nota da Coligação.
3) "A AAB não quer organizar provas internacionais, só nacionais." Embora a frase específica que consta da Nota da Coligação pudesse ter essa leitura ela não desvirtua as afirmações do Presidente da AAB quando sugeriu que "o PEB não tem condições para receber provas nacionais". E, de facto, já não as recebe.
E, acrescenta até a AAB no seu comunicado "não sendo de
negar, de forma conhecida por todos, o estado de relativa degradação das mesmas, fruto do uso e longevidade das infra-estruturas".
4) "No que diz respeito à problemática dos TUB, "ocorreu durante muitos anos a cedência de credenciais que permitiam um
livre acesso aos transportes públicos, por parte de jovens atletas. O fim desta medida acarretou a diminuição de jovens a frequentar os treinos de atletismo nas duas principais infra-estruturas da cidade." Tal como consta da Nota da Coligação.
Para lá deste episódio, recomendo é que os senhores da Câmara e do PS se dediquem mais a ouvir os problemas das instituições e a tentar resolvê-los do que a tentar desmentir o indesmentível ou a pressionar, ameaçar e condicionar quem livremente expressa a sua opinião sobre as várias vertentes da Gestão Municipal.
Até porque, como só eles não perceberam, já só atemorizam os que tiveerem mesmo muito a perder até Outubro...
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