
Na passada semana, promovi uma visita/reunião ao Palmeiras F.C., uma instituição desportiva com pergaminhos no desporto Concelhio, mas que se depara com elevadas dificuldades por força do complexo processo de instalação de um piso sintético no seu Campo de Jogos.
Com mais de 170 atletas a figurarem nas várias equipas do clube, desde os escalões mais novos até aos seniores, o ano desportivo que termina por agora foi um dos mais complicados da vida do clube.
Tudo se ficou a dever a uma “promessa irrealista”, como a caracterizou o Presidente do clube, Francisco Soares. Noventa dias úteis era o período de execução previsto inicialmente para a obra de colocação do piso sintético no campo do clube.
Numa obra que conheceu o seu início em Setembro de 2008 e que deveria estar concluída até Fevereiro do presente ano, foram muitas as peripécias que rodearam a sua materialização, num claro exemplo das atitudes irresponsáveis do Executivo socialista.
Relatando um processo truculento e bizarro, o Presidente do clube descreveu como, logo após o início das obras, e mesmo depois da aprovação incondicional do financiamento por parte da instituição bancária (recebida por carta em Setembro do ano transacto), veio a ser surpreendido por nova missiva do Banco, em Janeiro de 2009, desta feita a notificar o clube da exigência de uma série de outras garantias nunca antes colocada (quer ao nível do aval pessoal dos Directores, quer da hipoteca do terreno, entre outras).
O resultado óbvio desta inopinada alteração, a que o Clube não conseguiu nem poderia dar resposta e que a Autarquia nada fez para contornar de forma efectiva foi a paragem das obras por falta de pagamento ao fornecedor e o enorme atraso na conclusão das mesmas.
Apesar de estarem hoje ultrapassadas tais dificuldades e de se anunciar para Agosto a inauguração do campo, o modo como foi gerido este dossiê causou um profundo mal-estar na direcção do clube, com repercussões nefastas sobre a sustentabilidade financeira da colectividade e colocando novas exigências sobre os ombros daqueles que empregam o seu tempo livre na defesa deste projecto de forma altruísta.
Se já era expectável que, por força da realização das obras, as equipas do Palmeiras tivessem que realizar uma contínua tournée pelos campos do Concelho, para a realização dos seus treinos ou jogos, o prolongamento desta situação no tempo provocou perdas incomportáveis, fosse pelo agravamento dos custos, fosse pela significativa redução das receitas.
Na minha óptica, a responsabilidade é sobretudo da Autarquia, uma vez que se foi esta que viabilizou a autorização para o arranque das obras sem que estivesse garantido o seu financiamento, se foi esta que prometeu prazos irrealistas, se foi por força da sua incúria e da incapacidade para avançar com uma solução alternativa que as obras permaneceram em “banho-Maria”, então é da mais elementar justiça que ao menos se disponibilize a ajudar os que, no dia-a-dia, cumprem uma tarefa socialmente relevante, e essa ajuda só pode significar uma comparticipação nas despesas extras que o clube foi forçado a enfrentar.
O próprio recrutamento de jogadores para a equipa tem sofrido com a indefinição das condições de treino do clube, facto estranho a uma colectividade que sempre primou pela oferta de condições de trabalho excepcionais.
Quase um ano volvido e muitos percalços ultrapassados, ainda não é certa a data de inauguração do novo piso, o que levou o Presidente, Francisco Soares, a desabafar, “se tivesse recebido a carta de Janeiro em Setembro, isto ficava tudo pelado”.
O resultado óbvio desta inopinada alteração, a que o Clube não conseguiu nem poderia dar resposta e que a Autarquia nada fez para contornar de forma efectiva foi a paragem das obras por falta de pagamento ao fornecedor e o enorme atraso na conclusão das mesmas.
Apesar de estarem hoje ultrapassadas tais dificuldades e de se anunciar para Agosto a inauguração do campo, o modo como foi gerido este dossiê causou um profundo mal-estar na direcção do clube, com repercussões nefastas sobre a sustentabilidade financeira da colectividade e colocando novas exigências sobre os ombros daqueles que empregam o seu tempo livre na defesa deste projecto de forma altruísta.
Se já era expectável que, por força da realização das obras, as equipas do Palmeiras tivessem que realizar uma contínua tournée pelos campos do Concelho, para a realização dos seus treinos ou jogos, o prolongamento desta situação no tempo provocou perdas incomportáveis, fosse pelo agravamento dos custos, fosse pela significativa redução das receitas.
Na minha óptica, a responsabilidade é sobretudo da Autarquia, uma vez que se foi esta que viabilizou a autorização para o arranque das obras sem que estivesse garantido o seu financiamento, se foi esta que prometeu prazos irrealistas, se foi por força da sua incúria e da incapacidade para avançar com uma solução alternativa que as obras permaneceram em “banho-Maria”, então é da mais elementar justiça que ao menos se disponibilize a ajudar os que, no dia-a-dia, cumprem uma tarefa socialmente relevante, e essa ajuda só pode significar uma comparticipação nas despesas extras que o clube foi forçado a enfrentar.
O próprio recrutamento de jogadores para a equipa tem sofrido com a indefinição das condições de treino do clube, facto estranho a uma colectividade que sempre primou pela oferta de condições de trabalho excepcionais.
Quase um ano volvido e muitos percalços ultrapassados, ainda não é certa a data de inauguração do novo piso, o que levou o Presidente, Francisco Soares, a desabafar, “se tivesse recebido a carta de Janeiro em Setembro, isto ficava tudo pelado”.
6 comentários:
o Merelinense F. C., hiptecou o Campo João Soares Vieira (pertença do clube), para garantir a relva sintética no campo de treinos, propriedaden da Junta.
Mas o mais bizarro disto tudo, é a chamada CARTA CONFORTO. A direcção cessante, que explique ao povo em que consite tal aberração....
Se acreditam tanto em Mesquita Machado, porque é que os directores não deram como aval, os seus bens pessoais?
http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Braga&Concelho=Braga&Option=Interior&content_id=1270006
Coitadinho, ele até já chora de emoção! pena que não chore de TRISTEZA!!! pelo que tem feito a BRAGA nos últimos tempos!
pena que não chore pelas dificuldades que as pessoas passam dia-a-dia no concelho!
ah e tal mas e mais importante um jardim!!
Bom S. João Sr. Ricardo Rio
Não le ficava mal desejar a todos os Bracarenses.
Boas noites Ricardo Rio
Eu sei que é importante visitar as colectividades desportivas (vulgo futebol), prometer apoios, enfim entreter o povo com "bola".
Na minha opinião já é tempo de inovar um pouco nas abordagens políticas de pré-campanha com temas mais aliciantes que pisos sintéticos, relva e bola.
Verifiquei há uns meses atrás que neste blog, temas importantes como o urbanismo, corredores verdes, requalificação urbana, memórias da história eram bastante mais participados que o tema da "bola".
Assim, espero que retomem aos temas verdadeiramente importantes para a cidade de Braga e meio envolvente intermunicipal.
Porque Braga não vive sozinha, tem vizinhos que se complementam, mesmo estando nos concelhos limítrofes.
O esforço de qualquer autarca moderno e inovador deverá ser conduzido cada vez mais para o inter-relacionamento com a região onde se insere. Sairá por isso mais reforçado. Experimente. Um abraço.
opinchanocrivo.blogspot.com
Espero que quando for presidente, não seja como o actual que só vê futebol à frente dele, com todo o respeito que tenho pelos clubes de futebol das freguesias, chamo a sua atenção para aqueles que se dedicam a outras modalidades, exemplo disso é o voleibol do clube da escola de lamaçães, este ano ficou em 3º lugar do campeonato nacional de iniciadas (mas os pasquins de braga nem sequer noticiaram), uma excelente classificação para um clube de escola a quem a Sr.ª Vereadora do Desporto tem sempre um "não" na ponta da língua quando se pede um apoio tão simples como por exemplo a inscrição nos jogos do Eixo Atlântico (que só pode ser efectuada pelas câmaras municipais).
Pelo que sei todas as Câmaras Municipais vizinhas integradas no eixo atlântico convidaram os clubes do concelho a participarem, Braga mais uma vez ficou a ver navios.
Já o mesmo se passa quando é a final do Gira-Volei, um convívio Nacional com Jovens de todo o país, basta olhar para o parque de autocarros e lê-se C M de … ,C M de …, agora de Braga não há nenhum, pois os jovens de Braga têm que pedir boleia ao autocarro da Câmara de Amares!.
Por isso é importante estar atento a todos, e ajudar a todos como por exemplo o ABC que apesar dos títulos conquistados é um filho de um Deus menor para a CMB.
Hoje mesmo fiquei escandalizado ao abrir o Jornal dos empreiteiros e ver o presidente da junta de Guisande a afirmar que agora Guisande tem qualidade de vida.
Porquê?
Porque tem um relvado sintético no qual a maioria dos jovens da freguesia não o vão poder pisar?
E os que não gostam de futebol?
Praticam desporto onde?
Infelizmente nem vindo à “cidade”, pois os campos da rodovia só tem campos de futebol!!!
O Parque Norte se alguma vez vier a ser construído possivelmente vai ser igual.
O basket, o “boleibolei” (como pronuncia a Sr.ª Vereadora do desporto), o Hóquei e demais modalidades ficam sempre esquecidas!!
Por isso é bom que se pense em todos!!!
Bem Haja
Eu acho que não tem mal nenhum gostar de futebol. Sei que há criticos do futebol e por norma os criticos do futebol são também criticos do actual presidente da Câmara. Mas há também, muita gente como eu, que sou sócio do SCB e simultaneamente sócio do ABC que se calhar também tem uma visão critica da situação actual. Acho que se deve apoiar o ABC, sem dúvida alguma, o clube merece, ainda ontem venceu com todo o mérito a Taça de Portugal no Algarve. Acho que se devem apoiar as outras colectividades, as várias modalidades e vários atletas até. A título individual ou colectivo todos levam o bom nome de Braga pelo país e pelo mundo. É urgente por a juventude a praticar desporto e o desporto obviamente não se resume ao futebol, nem o desporto pode ser gerido excluindo o futebol, que temos de reconhecer é o desporto mais mediático.
Por acaso hoje de manhã, fui assistir à apresentação da equipa de futebol do SCBraga e reparei que as obras da construção da tão propagandeada piscina olímpica estavam paradas? Alguém me poderá explicar porquê? Será normal o timming ou será que os gastos foram canalizados para obra mais visivel em tempos eleitorais?
Estou mesmo curioso... Será que o Dr. Ricardo Rio conhece a razão?
Nessa mesma apresentação como é habitual conversava-se sobre algumas obras e os sintéticos tinham de vir à baila... Muita gente nem sonha que aquilo é obra para mais tarde pagar e se calhar por um preço bem alto. Lembrei-me de há dias ter ouvido, julgo que um actual presidente de Câmara socialista, não tenho a certeza, sei apenas que era uma figura destacada do PS, ter citado um PSD qualquer que dizia há anos, nestas disputas autárquicas: "Façam as obras mas paguem-nas. Assim é fácil fazer obra. Não deixem a factura para outros ou outras gerações a pagarem".
Cumprimentos
C. Viana
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